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Desparasitação de cães

A desparasitação dos cães (administração de medicamento para destruir parasitas intestinais ou outros) é uma prática fundamental, justificada por duas ordens de razões:

Primeira, porque os parasitas prejudicam a saúde do animal, e, realizar uma eficiente desparasitação contribui para a boa saúde do nosso amigo e companheiro de 4 patas.

Segunda (e mais importante), porque os cães são portadores de parasitas, que em determinadas condições, transmitem ao homem e aos outros animais, causando por vezes, doenças graves ou muito graves.

Uma dessas doenças é o QUISTO HIDÁTICO. Doença grave, sobretudo no pulmão e fígado (mas também noutros órgãos), transmitida pelo cão. O agente causal é uma ténia, do género Echinococcus, que o cão transporta no intestino delgado, onde produz ovos, que vêm para o exterior com as fezes e, sendo dispersos, são os elementos infestantes que atingem o homem e os animais (ver ao fundo, esquematicamente, a forma de transmissão da ténia Echinoccocus).

 Uma pessoa que tenha contraído quisto hidático não se livra de tratamentos prolongados ou cirurgias complicadas, se não lhe suceder pior. Nos animais domésticos, o quisto hidático manifesta-se como doença igual à que ocorre nas pessoas, mas por razões económicas, não é tratável e é sempre causadora de grandes quebras de rendimento nos efectivos pecuários.

Esta doença é também chamada HIDATIDOSE.(ver aqui)

O ciclo evolutivo da ténia causadora do quisto hidático/ hidatidose tem duas fases:

- Uma no interior do intestino do cão, com o fim de produzir ovos a serem dispersos no ambiente.

- Outra (a fase enquanto ténia jovem), nos quistos dos animais domésticos e pessoas que contraíram a doença. Os quistos de pulmões e fígado de animais são a fonte de contágio para os cães. E assim o ciclo continua.

O que fazer?

Há que interromper/cortar o ciclo evolutivo do parasita. Para isso, a desparasitação sistemática dos cães com o medicamento apropriado, com a dose  e frequência de administração indicadas, é o caminho a seguir.

Sobre este assunto fale com o seu veterinário.

Mas sempre, como medidas complementares muito importantes e fundamentais, não se esqueça:

- Não dar a comer aos cães vísceras cruas (pulmão e fígado dos animais que abate para auto-consumo).

- A jaula do seu cão deve ser higiénica, fácil de lavar, encaminhando os dejectos para a fossa, nunca para o meio envolvente.

- Evitar os cães vadios.

- Nunca abandone o seu cão.

- Quando vier à rua com o seu cão, não permita que ele se alivie fazendo nos passeios e relva do jardim. Venha munido(a) dos apetrechos adequados, apanhe e deposite no contentor do lixo.

- E, finalmente, a regra de ouro que só por si produz mais efeito que tudo o resto: lavar sempre as mãos antes de comer, e muito especialmente , depois de mexer no seu cão.

(veja, esquematicamente, o Ciclo Evolutivo da Ténia Echinococcus)

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