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Presidente da AMTSM diz que suspensão da concessão «Vouga» é «duro golpe para a região»

Data: 12/02/2010
Oliveira de Azeméis
Mapa da concessão Vouga
A suspensão da concessão «Vouga», que engloba o fecho da via estruturante Arouca-Feira, é «um duro golpe para a região», considerou o presidente da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM), Hermínio Loureiro.

«Ao não concretizar-se esta concessão, estamos a falar de um duro golpe para as aspirações dos municípios abrangidos, designadamente os do Entre Douro e Vouga», afirmou, manifestando «indignação e preocupação pelo recente anúncio do Governo em não avançar com o processo».

As quatro novas concessões rodoviárias inscritas na propostas do Orçamento do Estado - Serra da Estrela, Vouga, Tejo Internacional e Ribatejo - cujo processo de preparação do lançamento dos concursos deveria acontecer durante o primeiro semestre deste ano, não vão avançar.

«A nova via vai dar não só uma outra visibilidade e qualidade de vida ao município de Arouca, como também a toda a região», disse Hermínio Loureiro. «A discussão na especialidade do Orçamento do Estado será fundamental para se perceber o que é que o Governo quer fazer relativamente a esta matéria», sublinhou.

A via estruturante integra-se na concessão «Vouga» e é reclamada há vários anos pela população. O primeiro troço – ligando a vila de Arouca a Nogueiró, na freguesia de Urro - foi inaugurado em 2004 pelo então secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa.

O último troço da «variante» - com 23 quilómetros - estabelece a ligação entre Mansores (Arouca) e Santa Maria da Feira. O Governo mandatou em Setembro do passado ano a EP - Estradas de Portugal, SA para lançar a concessão «Vouga», que incluía a via estruturante Arouca/Feira, o IC35 (entre Penafiel e Mansores), a ligação do nó da via estruturante em Escariz até à zona industrial do Rossio, a ligação de Vale de Cambra até ao nó de Carregosa da A32 e a conservação/manutenção (durante o período da concessão) de várias rodovias que estão em serviço.

Face à tomada de posição do Governo, os autarcas dos concelhos abrangidos por esta concessão rodoviária (Arouca, Castelo de Paiva, Oliveira de Azeméis, Penafiel, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Sever do Vouga e Vale de Cambra) já solicitaram, por carta, uma audiência ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
As concessões que a EP - Estradas de Portugal, SA se preparava para lançar envolviam cerca de 800 quilómetros de estradas para requalificar, conservar ou construir em regime de parceria público-privado, até ao final do primeiro semestre de 2010.

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