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Cidade inaugura centro de saúde com os olhos postos no novo hospital EDV

Data: 15/09/2010
Oliveira de Azeméis
O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, garantiu a disponibilidade do Ministério da Saúde para o avanço do Centro Hspitalar do Entre Douro e Vouga

O secretário de Estado da Saúde mostrou hoje a disponibilidade da tutela em encontrar as «melhores soluções» para a construção do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga cuja localização está já definida para o concelho de Oliveira de Azeméis.

«O trabalho tem avançado e em breve poderemos ter etapas decisivas», assegurou Óscar Gaspar. O governante, que se deslocou ao município oliveirense para inaugurar o novo centro de saúde, respondeu dessa forma ao autarca de Oliveira de Azeméis que minutos antes afirmara que «o concelho está preparado para receber a nova infra-estrutura de saúde».

«Estamos a trabalhar de forma séria e responsável no projecto de construção do novo hospital do Entre Douro e Vouga», disse Hermínio Loureiro, garantindo a «disponibilidade total» do executivo para, em parceria, «serem encontradas as melhores soluções» no sector.

«Temos procurado ser sempre parceiros activos com a Administração Regional de Saúde do Norte e com o Governo na melhoria das unidades de saúde visando sempre as melhores condições e a melhoria da qualidade de vida da população», afirmou o autarca, considerando o novo centro um edifício «moderno e preparado para os novos desafios da saúde».

O equipamento, localizado em Lações, abriu já ao público há cerca de três semanas e vem substituir o antigo imóvel, exíguo e sem condições quer para os utentes, quer para os profissionais de saúde.

O imóvel, que custou 2,6 milhões de euros, acolhe as unidades de saúde familiar Salvador Machado e La Salette onde 14 médicos e 15 enfermeiros prestam assistência a 25 700 utentes.

A sua construção, em terreno doado pela autarquia, durou vários anos devido a adversidades ligadas à empresa construtora. «Foi um trabalho de resistência e persistência com muitas dificuldades pelo meio mas que valeu a pena porque hoje a população e os profissionais passaram a ter outras condições de atendimento e de exercício da actividade», disse Hermínio Loureiro.

Além da comparticipação financeira, o município está já a introduzir melhorias no exterior como o reforço da iluminação, a criação de um jardim contíguo ao edifício e alterações ao nível da sinalética na cidade e da circulação do serviço de transportes urbanos.

O autarca lembrou ao membro do Governo existir outros problemas destacando a «falta de profissionais de saúde que se faz sentir particularmente na freguesia de Cucujães».

«Queremos utentes satisfeitos e profissionais de saúde motivados com mais e melhores cuidados de saúde para todos», sublinhou.

Inauguração no Dia do Serviço Nacional de Saúde

As características de modernidade, conforto e funcionalidade do novo centro de saúde foram realçadas pelo membro do Governo.

«É uma infra-estrutura que honra o Ministério da Saúde e beneficia os utentes e os cerca de 70 profissionais», disse Óscar Gaspar na sessão que integrou as actividades que assinalaram, no país, o Dia do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O governante defendeu que o sector público tem que «responder hoje com a máxima qualidade» e considerou o SNS como «um dos grandes avanços civilizacionais de Portugal nas últimas décadas».

O membro do Governo deu como exemplo a redução da taxa de mortalidade infantil de 40 crianças por mil habitantes em 1979 para 3,7 crianças na actualidade. Apontou ainda a gratuitidade do Plano Nacional de Vacinação que abrange cerca de 450 mil crianças e o aumento dos recursos humanos.

A evolução mostra que em 1979 existiam 180 médicos de família por 100 mil habitantes, número que aumentou para os 350 profissionais. Em termos de enfermeiros houve um acréscimo de 200 para 450 por 100 mil habitantes.

Óscar Gaspar considerou o SNS um «serviço de qualidade e proximidade» mas defendeu a sua sustentabilidade através da «planificação dos cuidados médicos e do reforço dos profissionais e recursos financeiros».

«Isto é uma tarefa sem fim», disse, anunciando que a despesa na saúde tem vindo a decrescer estando «sob controle».

No novo edifício funcionam a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, o Centro de Diagnóstico Pneumológico e o Serviço de Saúde Pública com capacidade de resposta a toda a área de influência do Agrupamento (concelhos de S. João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis). No futuro será instalada também a Unidade de Cuidados na Comunidade.

O equipamento está dimensionado para prestar assistência nas valências vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença (medicina geral, saúde da mulher, saúde do recém-nascido, da criança e do adolescente, saúde do adulto e do idoso, cuidados em situação de doença aguda, acompanhamento clínico das situações de doença crónica e patologia múltipla, cuidados no domicílio e integração e colaboração em rede com outros serviços, sectores e níveis de diferenciação.

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